Umas, novas, Idéias

Thursday, October 06, 2005

Uma dor de cada vez basta...


Estava dormindo calmamente no reconcavo de minha cama quando meu telefonino tocou estridentemente sua música infernal. Chamada para lembrar de compromissos profissionais não remunerados. Foi bom pois já era mesmo hora de acordar, passava das dez, e eu ainda queria conferir esta página e postar alguma coisa nova para os meus leitores. Foi bem aí que tudo começou a dar errado. O café estava frio e fraco, uma merda mesmo; minha mãe, pra variar começou a apurrinhar com todas as armas que conhece e umas novas que desconfio que anda desenvolvendo enquanto assite o vale a pena ver de novo... até aí tudo estava tolerável, mas ela pegou pesado e citou minha condição sub humana de homem sem emprego... que merda até minha mãe, e olha que não peço nem um real a ela, subexisto com minhas abstrações de vil metal... Pois é, saí de casa o mais breve possível já que não haviam espaços nem palavras para uma discussão voraz. Sento-me aqui ante o computador e penso se realmente sei fazer alguma coisa de útil nessa vida.quando digo que queria ser alto e bonito para ser figurante do zorra total ou da praça é nossa as pessoas riem, ficam tentando contornar a situação com piadas ou pior, querendo me provar que eu tenho infindas qualidades... ora, posso até tê-las, mas de que me adiantam nessas horas????!!!!!! E mesmo pra se pensar... Agora que a conclusão me parece ser unicamente incondicional, tento me conformar com minha realidade deambulante de fandangos suicida ( lembram da piada do pontinho amarelo em cima do prédio???). Essa janela do quarto andar me lembra uns filmes de ficção, o céu caindo, tudo em fim e eu aqui a observar. Tenho pela frente muitas possibilidades de continuar a não ter nada, talvez seja essa quase certeza que ainda me faz postar alguma coisa neste blog hoje. Desculpem meus leitores, até tinha pensado numa coisas divertidas para esta postagem, mas depois do que me aconteceu pela manhã não me coube nenhum sarcasmo. Termino com a citação de Pedro Paixão: "Uma dor de cada vez basta!" O problema, amigos, é que são muitas.

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