Umas, novas, Idéias

Tuesday, May 01, 2007

26 e daí?


Novamente nos reunimos para festejar e beber aos poucos nossa amizade. Os aniversários servem um pouco pra isso: reunir pessoas queridas e abstrair a existência dos outros e do mundo. Tudo começou no sábado à noite quando o japonês calhorda Ivan, mesmo tendo sido assaltado na noite anterior, compareceu para uma humilde cantoria no Videokê. Além dele se encontravam outras pessoas, como Bel, minhas pródigas discípulas Nathany e Dayana, além da jovem Keila, de Claudia (amiga docente) e seu respectivo partner. O começo dos festejos teve momentos de ouro, como a pior interpretação que já ouvi para Como nossos pais ; o pagode envolvente do Negritude Jr. e a emocionada e efêmera tradução de Ivan para Todo sujo de Batom (nem o Belchior cogitou cantar essa música de cócoras, como fez nosso imundo oriental). Levemos em consideração que até chegarmos nesse ponto já tínhamos uma longa ficha de cubas, conhaques e cervejas.

* * *


No domingo invadimos a Querência Gaúcha para comer até morrer e fazer valer a pena os R$25,90 que pagamos pelo rodízio. Único remanescente da comemoração anterior, Ivan pode, assim como os outros, provar carnes exóticas, como carneiro, javali, cutia, saúvas e o tenro mico leão dourado. Com as sentidas ausências do senhor Marlon Magno e sua digníssima esposa, seguimos comendo até as quatro da tarde, quando Fabiano aproveitou a deixa de Luanna e David e resolveu ir pra casa dar uma dormidinha com a Isa (essa é pelo Max). Seguimos corajosos, Maximo Lustosa, Ivan Kitano e eu, esperando o inicio da peleja entre Flamengo e Botafogo. O até então comportado Max extravasou seu ímpeto torcedor e a acabou conquistando todos do estabelecimento, ao ponto de termos sido seguidos até pegarmos o ônibus do outro lado da estrada. Entre as pérolas do nosso afro-torcedor, encontram-se:

“E aí juiz!!!!” – Primeira exclamação que deixou o bar em alerta.

“Meu chopp vem antes do fim do segundo tempo!” – estávamos com 15 minutos da primeira etapa quando ele perguntou isso pro garçom.

“Eu não sabia que podia entrar botafoguense aqui!” – sobre a comemoração dos gols do Botafogo.

“Eu acho injusto ter que dividir a renda do jogo com o Botafogo, já que o Flamengo põe sessenta mil torcedores e o botafogo leva só oito pessoas pro campo.”

Essas são as que me lembro. O importante é que ao fim da noite já era possível perceber que este foi um aniversário difícil de esquecer. Não só pelas cenas, pelas pessoas que estiveram comigo,pelas que não puderam ir, mas tenho certeza que gostariam de estar lá, pelas brincadeiras, pelas bebidas,pela comilança de domingo... não. Este foi inesquecível porque nem percebi que se passava um ano, que se somava outro. No fim das contas, fiz o que podemos fazer toda semana ou uma vez ao mês que seja. Depois de tudo, deitei e dormi sem o peso de me questionar sobre nada. Cada vez tenho mais certeza de que a felicidade é uma invenção oportuna. Pra mim basta saber que foi bom.

3 Comments:

  • At 4:43 AM, Blogger Fabiano Morais said…

    então: gostar ou não gostar de aniversário não faz diferença, o importante é que é a maneira mais garantida de se reunir as pessoas das quais gostamos (e só elas, o que é raro), além de ser desculpa para beber e fazer merda, afinal "deixa, é o aniversário dele." diga isso para o monitor biblioteconomista. enfim, foi bonito, que venha o próximo. forte abraço e TMMJPe/ouMdeM!

     
  • At 6:36 AM, Blogger Máximo Heleno Lustosa da Costa said…

    Isso. Mas, como não podia deixar de ser, tem um barzinho ali na Central do Brasil que tem um rodízio de gato por R$5 e Itaipava, a cerveja.
    Tô brincando. Mas, que é covardia me chamar para um lugar que o chope custa R$3 e me deixar lá de 13 às 18 h... ah, isto é.

    Meu caro, mais uma vez: parabéns todos os dias, parabéns por ser um sobrevivente digno desta grande brincadeira do acaso.

    Um abraço e tmj.

     
  • At 7:12 AM, Blogger Marlon Magno said…

    acho que o max não sacanearia tanto se fosse flamengo e vasco. os gritos de "uh, vai morrer" em certa ocasião me fizeram correr fugido do velho maraca, faltando dez minutos pro apito final sacramentar a vitória bacalhoesca por 1 tento a nenhum. rapaz, quase me cago.

    enfim. reli o post que escrevi no meu último aniversário e acho que fui injusto com vocês, pois estavam comigo, bebendo, e mesmo não tendo sido das nossas melhores bebederias, ainda foi melhor do que ficar sozinho sentindo pena de mim mesmo. ainda digo que meu aniversário não é importante, mas estou disposto a beber com vocês novamente este ano. como não sou dado a frescuras do tipo "vamos a um rodízio, vamos beber chopp em icaraí", me contento com a cachaça do mãe d'água mesmo ou a do barbudo. a gente resolve em junho.

    tmmjohmmdm.

     

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