Umas, novas, Idéias

Monday, April 09, 2007

Um poema, para mudar a cor do cheque.


Ultimamente tenho escrito poemas. Voltei a escrever, pois sempre me fizeram bem, independente de sua qualidade estética e criativa. Surpreendi-me com alguns comentários dos amigos mais críticos que tenho, quando mostrei alguns dos poemas 'novos'. Portanto aí vai um dos mais recentes, e este blog retorna ao verso, buscando o ponto intermediário, entre o abismo e o abraço.


AMANHÃ


Tua boca espalha em mim

Auroras imensas,

Desvios da vida:

Linguagens.


Creio poder te ouvir existindo

Em passos de promessa,

Na mesma insistência

Do absurdo.


Podemos seguir assim:

Você – ignora minhas palavras;

Eu – desconsidero o possível;

E devolvemos ao verso

A essência impessoal

do amanhecer.

4 Comments:

  • At 5:17 AM, Blogger Máximo Heleno Lustosa da Costa said…

    Meu nobre mestre, fiz este comentário ao amigo Fabiano, e creio que ele também é pertinente pra você. Após algum tempo apanhando e descartando palavras, não é mais possível que façamos - desculpe a arrogância do "nós" - poemas medíocres.

    Nosso caminho agora, se é que ele existe e se é que é necessário segui-lo, é abandonarmos a "bondade" - com toda a ambiguidade, por favor - e buscarmos a excelência. Este é um bom poema também.

    Gosto de "tua boca espalha em mim auroras imensas", e gosto da pieguice de "buscando o ponto intermediário, entre o abismo e o abraço".

    Um abraço e tmj.

     
  • At 10:57 AM, Blogger ciclobásico said…

    pelas contas do fabiano, faltam 48...
    ab, tmj.

     
  • At 6:38 PM, Anonymous Anonymous said…

    Menino,
    Não vá tão longe assim.
    Senão não dá pra te alcançar.
    E o verso,
    ah! o verso...
    Deixe-o estar.
    Beijos, boa noite.

     
  • At 5:16 PM, Anonymous Anonymous said…

    seja vc antes de tudo ...

     

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